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Dicionário de Proust (2025)

Esta leitura de Marcel Proust parte do pressuposto de que, apesar de a sua obra se debruçar sobre uma vasta gama de tópicos (aristocracia, homossexualidade, judaísmo, guerra, sadomasoquismo, tempo, etc.), não precisamos nem devemos analisar cada um deles de uma perspectiva diferente, mas antes encará-los como variações de um único tema: Marcel Proust. Assim, embora cada capítulo possa ser lido isoladamente, a leitura integral do livro (seja por que ordem for) oferece uma perspectiva ao mesmo tempo unificada e caleidoscópica da vida e obra do — é bom esclarecer isto ainda antes de passarem a porta — meu escritor favorito.

«O autor deste livro acaba de nos dar uma obra extraordinária» Mário Cláudio

«Talvez esta seja a mais respeitosa biografia que alguma vez li. Não existe assombro nenhum com o que conta, apenas o debate franco, sem espanto, que vem da aceitação da virtude e do defeito de um muito grande escritor.» valter hugo mãe

«Se é verdade que Proust é um dos eixos da santíssima Trindade do Modernismo, com Joyce e Virginia Woolf, e que a bibliografia dedicada a estes autores é vasta e variada, demarcando as devidas diferenças entre eles, mais uma razão para nos surpreendermos e entusiasmar-nos com este novíssimo Dicionário de Proust de João Pedro Vala, que inaugura uma valiosíssima abordagem ao escritor e dandy, à sua vida e à sua obra que, aliás, se confundem.» Helena Vasconcelos, Público ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

«João Pedro Vala ganhou uma familiaridade com o tema que lhe permitiu reformular a sua tese neste inteligente e muito legível conjunto de breves ensaios, segundo o modelo da colecção frnacesa de “dicionários amorosos”.» Pedro Mexia, Expresso ⭐️⭐️⭐️⭐️

Campo Pequeno (2024)

Vencedor 1ª Edição Prémio Wook Novos Autores 2025

Finalista Prémio Fundação Eça de Queiroz 2025

Em Campo Pequeno, um bebé prestes a nascer, uma freira semiatropelada, um conquistador mongol, uma mulher roxa, um beatboxer amador, um casal sadomasoquista, um caçador ocasional, um cangalheiro que tira cervejas durante os Santos Populares, uma mãe negligenciada, um ator italiano, um jogador de futebol dos campeonatos distritais, um consultor chato como tudo e um cão ajudam Heitor, Laura, Gabriel e Mafalda na procura de um sentido para as suas vidas.
Se em Grande Turismo João Pedro Vala olhava para dentro, à procura de si mesmo, aqui as atenções viram-se para um mundo que procura, sem grande sucesso, invadir.

«Um casal à espera do primeiro filho é o ponto de partida para um romance que se aproxima da comédia de costumes. Campo Pequeno é o centro de um universo ficcional rico em que o leitor tem acesso privilegiado ao mundo interior das personagens. Com uma voz original, simultaneamente irónica e erudita, o autor cria uma narrativa que reflete a fragmentação e o insólito do mundo contemporâneo. Guiados por um narrador que participa na farsa, o escritor faz-nos crer que estamos a ver à lupa as suas personagens, enquanto, na verdade, nos aponta um espelho. João Pedro Vala é certamente uma das vozes mais fortes da nova ficção portuguesa, de quem muito se espera, sobretudo depois dos dois romances de estreia, nos quais se começa a entrever uma melodia própria, que o futuro confirmará.» João Tordo, presidente do juri do Prémio Wook Novos Autores

«João Pedro Vala impôs-se em poucos livros como uma das vozes mais inteligentes e promissoras da nova literatura portuguesa. A sua escrita alia densidade à ironia da observação quotidiana.» Isabel Lucas, Público

Grande Turismo (2022)

Finalista Prémio Fundação Eça de Queiroz 2023

João Pedro Vala, personagem do escritor João Pedro Vala, é um pobre coitado. De onde vem, não sabe. Para onde vai, menos ainda. Entre burguês e boémio, entre pecador e santo, entre o Bairro das Colónias e uma Loures expandida até ao infinito, João Pedro fantasia o seu lugar no mundo. Tão cómico quanto melancólico, vive como quem não sabe dar troco no autocarro — como quem mal sabe embarcar. Holden Caulfield à portuguesa, com laivos de desalento bem-humorado, deambula pelo mundo com o mal-estar de um permanente turista na sua própria terra e na sua própria pele, tentando responder a essa grande pergunta: mas afinal quem é João Pedro Vala?
Esta história, em que o vazio da existência se vai confundindo com uma constrangedora falta de jeito para habitar um mundo que se desejaria deslocado apenas dois ou três passos para o lado, tem no centro um protagonista sentado nu numa marquesa de hospital, à espera de um diagnóstico que tarda em chegar.

«Uma singular voz da nova geração de escritores portugueses. A exploração dos limites do narrador.» Pedro Dias de Almeida, Visão

«O narrador vive a tragédia de não viver tragédia nenhuma e o livro é um tratado sobre a comédia. É um livro muito divertido.» Ricardo Araújo Pereira